
Olho pela janela, o céu está limpo, o sol aquece a minha pele ainda pálida do Inverno, enfim, um dia maravilhoso. No entanto, dentro de mim existe uma tempestade e nos meus olhos a chuva ameaça cair. Não sei de onde vem este negrume que me invade a alma, sinto-me triste, só e sem forlas. Sinto uma escuridão a esvaziar-me a alma, os meus olhos perderam o brilho e já me sinto uma simples concha sem vida. Não sei como reacender a chama dentro de mim, não sei como voltar a viver, voltar a sentir. Estou só, mesmo no meio de todos os meus amigos, sinto como se este vazio não pudesse ser preenchido por nenhuma palavra gentil, por nenhum gesto doce. Apenas sei que só eu posso fazer-me acordar para a vida, não sei como, mas um dia hei-de conseguir. Tenho de conseguir, sei que um dia vou conseguir, pois na imensidão desse nada que sinto consigo ver uma pequena estrela verde, sim, consigo ver-te esperança, vejo-te e sei que um dia a tua luz fará desvanecer esta escuridão que sinto. Só te peço que nunca me abandones, pois apesar de ténue é a tua luz que me mantém vivo, que me dá o dom de sentir.

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