Eu...

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Matosinhos, Porto, Portugal
Sou um anjo, um demónio, alguém que desperta desejo, alguém que desperta repulsa. Sou um simples homem perdido neste mundo em busca de um sentido para a vida. Sou aquele que na infelicidade se encontrou, graças a eles. Sou aquele que aprendeu a amar e ser amado, graças a vocês. Sou mais frágil do que deixo transparecer, sou mais forte do que possam julgar, as críticas não me rebaixam e os elogios não me iludem. Passei pelo céu e pelo inferno, morri por dentro, mas voltei, voltei por aqueles que amo, por aqueles que acreditam em mim... Sou como sou, o melhor e o pior, alguém com algumas qualidades e muitos defeitos. Sou simplesmente "eu"...

sábado, 9 de setembro de 2006

Carla Bruni - Le Toi Du Moi (tradução)

Tu a mim




Eu sou a tua coroa tu és a minha cara

Tu és o meu umbigo e eu o teu gelo

Tu és o desejo e eu o gesto

Tu o limão e eu o sabor

Eu sou o chá, tu és a xícara

Tu és o violão e eu o baixo

Eu sou a chuva e tu és as minhas gotas

Tu és o sim e eu a dúvida

Tu és o buquê e eu as flores

Tu és a aorta e eu o coração

Tu és o momento eu a felicidade

Tu és o copo eu sou o vinho

Tu és a erva-daninha e eu a junção

Tu és o vento eu a rajada

Tu a raquete e eu a bola

Tu és o brinquedo e eu a criança

Tu és a mulher sábia e eu o tempo

Eu sou a íris tu a pupila

Eu sou o tempero tu a papila

Tu a água que vem e eu a boca

Tu o amanhecer e eu o céu que se deita

Tu és o licor e eu a embriaguez

Tu és a mentira e eu a preguiça

Tu és o leopardo eu a velocidade

Tu és a mão e eu a carícia

Eu sou o inferno do teu pecador

Tu és o Céu eu a Terra

Eu sou a orelha da tua música

Eu sou o sol dos teus trópicos

Eu sou o tabaco da tua cigarrilha

Tu és o prazer eu sou a culpa

Tu és a gama e eu a nota

Tu és a chama eu o fósforo

Tu és o calor e eu a ociosidade

Tu és a chama eu sou a prece

Tu és o cansaço e eu a soneca

Tu és o frescor e eu o temporal

Tu as nádegas eu a cadeira

Tu és o liso e eu, eu sou o áspero

Tu és o Laurel do meu Hardy

Tu és o prazer do meu suspiro

Tu és o bigode do meu Trotski

Tu és todos os estouros da minha risada

Tu és a canção da minha sirene

Tu és o sangue e eu a veia

Tu és o nunca do meu sempre

Tu és o meu amor tu és meu amor

Eu sou sua a coroa tu a minha cara,

Tu o meu umbigo e eu o teu gelo,

Tu és o desejo e eu o gesto

Tu és o limão e eu o sabor

Eu sou o chá tu é a xícara

Tu a prostituta e eu a passagem

Tu és o túmulo eu sou o epitáfio

E tu o texto eu o parágrafo

Tu és o lapso e eu a gafe

Tu a elegância e eu a graça

Tu és o efeito eu sou a causa

Tu expressas-me a neurose

Tu a rosa eu o espinho

Tu és a tristeza eu o poeta

Tu és a Bela e eu o Monstro

Tu és o corpo e eu a cabeça

Tu és o corpo...

Tu és a seriedade eu a indiferença

Tu a policia eu o equilíbrio

Tu o jogo eu a forca

Tu o problema eu o medo

Tu o muito pouco eu o muito

Eu sou o sábio tu o louco

Tu és o raio e eu a pólvora

Tu a palha e eu o pó

Tu és o meu super ego

És tu Charybde e eu Scylla

Tu és o doce e eu o amargo

Tu és o nada e eu o tudo

Tu és a canção da minha sirene

Tu és o sangue e eu a veia

Tu és o nunca de sempre

Tu és o meu amor tu és meu amor.

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