
Cai o anjo,
Rasgam-se os céus, as asas explodem em mil e uma plumas e o seu halo
Rasgam-se os céus, as asas explodem em mil e uma plumas e o seu halo
esvanece-se em luz.
Aterra o anjo,
Pousam sobre o solo frio as suas plumas, tornam-se negras.
Caminha o anjo,
Cada passo cada vidro, cada vidro solta-se o sangue, um rio de sangue.
Ajoelha-se o anjo,
Não consegue rezar, não tem vontade de rezar, não quer rezar a esse falso Deus.
Levanta-se o anjo,
Com a força da esperança, cheio de fé em si mesmo, com força para continuar.
Continua o anjo,
Desviando-se, perdendo-se, receando nunca mais se encontrar.
Perde-se o anjo,
Cerca-o a escuridão, cada gesto seu cada lágrima do céu, cada doce lágrima amarga do céu.
Foge o anjo,
Encontrando a luz, decidindo sobreviver, decidindo viver, decidindo sentir, decidido a Amar.
Ama o anjo,
Receoso mas confiante, caminha incerto esse limbo chamado Amor.
Voa o anjo,
Sonha o anjo, sonha enquanto dura, sonha enquanto ama, voa até voltar a cair.
Cairá o anjo?
Ninguém sabe, ninguém pode saber, mas caindo voltará a levantar-se voltando a voar com novas asas de luz.
Aterra o anjo,
Pousam sobre o solo frio as suas plumas, tornam-se negras.
Caminha o anjo,
Cada passo cada vidro, cada vidro solta-se o sangue, um rio de sangue.
Ajoelha-se o anjo,
Não consegue rezar, não tem vontade de rezar, não quer rezar a esse falso Deus.
Levanta-se o anjo,
Com a força da esperança, cheio de fé em si mesmo, com força para continuar.
Continua o anjo,
Desviando-se, perdendo-se, receando nunca mais se encontrar.
Perde-se o anjo,
Cerca-o a escuridão, cada gesto seu cada lágrima do céu, cada doce lágrima amarga do céu.
Foge o anjo,
Encontrando a luz, decidindo sobreviver, decidindo viver, decidindo sentir, decidido a Amar.
Ama o anjo,
Receoso mas confiante, caminha incerto esse limbo chamado Amor.
Voa o anjo,
Sonha o anjo, sonha enquanto dura, sonha enquanto ama, voa até voltar a cair.
Cairá o anjo?
Ninguém sabe, ninguém pode saber, mas caindo voltará a levantar-se voltando a voar com novas asas de luz.

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