
Ouço as vozes e os risos, apetece-me fugir, fugir por essa rua deserta encoberta pela noite sem que nada me impeça de fugir sem encontrar nenhuma falsa mão amiga. Todas as palavras proferidas que assombram a minha memória fazem-me querer fechar os olhos e deixar de ver, fazem-me parecer culpado quando estou inocente, param e acusam-me novamente mas não me importa. Podia fingir podia esquecer mas não posso porque enloqueceria dentro dessa jaula em que me querem aprisionar. A verdade é que nunca me senti delicado nem inocente a minha vida é um acidente em que não se ouvem as sirenes a minha vida é um jogo de loucos.
Para quê fugir para o resto da vida? Para quê viver neste buraco? A vida passa à nossa frente num piscar de olhos que mais parecem tinta minutos, trinta minutos que escondem trinta mentiras. De qualquer forma as opções mudam os oportunidades desaparecem os combóios descarrilam. E eu, eu sou o herdeiro desta timidez criminosa e por vezes só desejo que o resto do mundo se cale, como podem dizer que estou a escolher o caminho errado? Sou humano, cometo erros como todos os outros, é assim que se vive.
Como me poderei encontrar a mim mesmo se à minha volta estão milhares de palhaços que se limitam a imitar-se mutuamente? Eu sou eu próprio, consegues ver-me? Não feches os olhos. Abre-os e olha para mim agora, consegues reconhecer-me? Falsas desculpas e "e se"s não fazem parte do meu vocabulário e não podem apagar o que sinto, não podem apagar este aperto na garganta, este sentimento reprimido.
Tenho os meus segredos, o meu passado, não o revelo a ninguém e não o quero esquecer, sou quem sou e o meu passado é também quem sou.As minhas lágrimas que são cada vez menos trazem consigo a esperança de um mundo melhor onde não haja "certo" nem "errado", um mundo assim não seria tão duro.
Para quê fugir para o resto da vida? Para quê viver neste buraco? A vida passa à nossa frente num piscar de olhos que mais parecem tinta minutos, trinta minutos que escondem trinta mentiras. De qualquer forma as opções mudam os oportunidades desaparecem os combóios descarrilam. E eu, eu sou o herdeiro desta timidez criminosa e por vezes só desejo que o resto do mundo se cale, como podem dizer que estou a escolher o caminho errado? Sou humano, cometo erros como todos os outros, é assim que se vive.
Como me poderei encontrar a mim mesmo se à minha volta estão milhares de palhaços que se limitam a imitar-se mutuamente? Eu sou eu próprio, consegues ver-me? Não feches os olhos. Abre-os e olha para mim agora, consegues reconhecer-me? Falsas desculpas e "e se"s não fazem parte do meu vocabulário e não podem apagar o que sinto, não podem apagar este aperto na garganta, este sentimento reprimido.
Tenho os meus segredos, o meu passado, não o revelo a ninguém e não o quero esquecer, sou quem sou e o meu passado é também quem sou.As minhas lágrimas que são cada vez menos trazem consigo a esperança de um mundo melhor onde não haja "certo" nem "errado", um mundo assim não seria tão duro.

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