Eu...

A minha foto
Matosinhos, Porto, Portugal
Sou um anjo, um demónio, alguém que desperta desejo, alguém que desperta repulsa. Sou um simples homem perdido neste mundo em busca de um sentido para a vida. Sou aquele que na infelicidade se encontrou, graças a eles. Sou aquele que aprendeu a amar e ser amado, graças a vocês. Sou mais frágil do que deixo transparecer, sou mais forte do que possam julgar, as críticas não me rebaixam e os elogios não me iludem. Passei pelo céu e pelo inferno, morri por dentro, mas voltei, voltei por aqueles que amo, por aqueles que acreditam em mim... Sou como sou, o melhor e o pior, alguém com algumas qualidades e muitos defeitos. Sou simplesmente "eu"...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Reflexões...


Ouço as vozes e os risos, apetece-me fugir, fugir por essa rua deserta encoberta pela noite sem que nada me impeça de fugir sem encontrar nenhuma falsa mão amiga. Todas as palavras proferidas que assombram a minha memória fazem-me querer fechar os olhos e deixar de ver, fazem-me parecer culpado quando estou inocente, param e acusam-me novamente mas não me importa. Podia fingir podia esquecer mas não posso porque enloqueceria dentro dessa jaula em que me querem aprisionar. A verdade é que nunca me senti delicado nem inocente a minha vida é um acidente em que não se ouvem as sirenes a minha vida é um jogo de loucos.

Para quê fugir para o resto da vida? Para quê viver neste buraco? A vida passa à nossa frente num piscar de olhos que mais parecem tinta minutos, trinta minutos que escondem trinta mentiras. De qualquer forma as opções mudam os oportunidades desaparecem os combóios descarrilam. E eu, eu sou o herdeiro desta timidez criminosa e por vezes só desejo que o resto do mundo se cale, como podem dizer que estou a escolher o caminho errado? Sou humano, cometo erros como todos os outros, é assim que se vive.

Como me poderei encontrar a mim mesmo se à minha volta estão milhares de palhaços que se limitam a imitar-se mutuamente? Eu sou eu próprio, consegues ver-me? Não feches os olhos. Abre-os e olha para mim agora, consegues reconhecer-me? Falsas desculpas e "e se"s não fazem parte do meu vocabulário e não podem apagar o que sinto, não podem apagar este aperto na garganta, este sentimento reprimido.

Tenho os meus segredos, o meu passado, não o revelo a ninguém e não o quero esquecer, sou quem sou e o meu passado é também quem sou.As minhas lágrimas que são cada vez menos trazem consigo a esperança de um mundo melhor onde não haja "certo" nem "errado", um mundo assim não seria tão duro.

Sem comentários: